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:: Automec 2009 - Do tamanho do mercado
23-04-2009 |
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Edição deste ano da principal feira do setor de reposição enxuga, foca negócios e
termina com saldo positivo |
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À primeira vista, parecia que a feira estava menor, tinha “encolhido” em espaço físico - o que seria preocupante, caso fosse confirmado também seu encolhimento no volume de negócios. Mas não foi assim: a principal festa do setor brasileiro de autopeças, a Automec (Feira Internacional de Autopeças, Acessórios e Serviços), realizada entre o dia 14 e este sábado (18) no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, fez jus à fama de maior do gênero na América Latina, oportunizando negócios em grande volume e surpreendendo mesmo os mais otimistas, já que expandiu sua área de atuação, com setores específicos para stands de empresas européias, chinesas e coreanas.
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Receios injustificados |
A retração expressiva de faturamento que poderia advir da crise econômica mundial não houve, fruto do bom desempenho alcançado nos negócios feitos no mercado interno – e que ajudaram a compensar a queda nas exportações. A bem da verdade, o receio vinha de alguns fabricantes e sistemistas vinculados à cadeia OEM (montadoras), que tiveram realmente de ‘frear’ a produção de forma brusca nos últimos meses, para evitar estoques. "Houve uma redução grande do número de pedidos das montadoras com as paralisações forçadas no fim de 2008 – isso, fora a queda nas exportações", confirmou Paulo Butori, presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos). Mas nada que afetasse os negócios da feira com relação aos fornecedores do Aftermarket e, especialmente, aqueles que trabalham mais focados no fornecimento do mercado interno. A estes, a Automec 2009 mostrou que o faturamento nos negócios podem não só ser mantidos, como também ampliados
Mas nada que afetasse os negócios da feira com relação aos fornecedores do Aftermarket e, especialmente, aqueles que trabalham mais focados no fornecimento do mercado interno. A estes, a Automec 2009 mostrou que o faturamento nos negócios podem não só ser mantidos, como também ampliados |
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Stands menores, negócios maiores |
Para muitos expositores, os contatos de negócios durante o evento foram não só numerosos, mas intensos e promissores. Para outros, o relacionamento abriu portas e oportunizou negócios sólidos, mesmo ainda no ambiente da feira. “Isso nunca havia acontecido. Foi melhor que o evento passado”, disse Antônio Reche, diretor da TC Chicotes, empresa de soluções para a parte elétrica dos carros.
“Tivemos uma visibilidade grande, mesmo com um espaço de stand reduzido.
Da próxima vez, vamos querer um maior”, disse Cátia Nau, do marketing da Stahl Box, empresa de soluções em elevação e que trouxe outras três empresas expositoras do mesmo grupo para o stand: a Metalgiro, a Equibrasil e a Metalsom. “Se tivéssemos mais tempo, teríamos trazido outros parceiros, também”, completa. “Para fixar a marca e mostrar nosso potencial, foi excelente”, disse ainda Bruno Will, da Willtec, empresa de instrumentos de painel de veículos automotores, que diz lançar cerca de 20 produtos novos no mercado, a cada mês.
Até para quem não estava na feira os negócios foram bons. “Nós viemos indiretamente, através de parceiros, mas pudemos colher alguns frutos”, disse Kazuo Ohashi, da Shutt, empresa de acessórios que lançou há pouco um volante em “Y” e promete outros lançamentos para o 2º semestre de 2009. “Está começando a decolar, e a feira foi um bom termômetro do reaquecimento do mercado”, concluiu. “Para nós, que estamos com um produto novo no mercado foi surpreendente. Superou as expectativas, e nos mostrou que em 2009 o mercado pode crescer”, disse Luiz Humberto Barion, da DSW Automotive, empresa importadora de equipamentos eletrônicos, como TV digital para veículos, seu grande lançamento este ano.
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Grandes marcas ficaram de fora? Melhor para os pequenos nacionais |
Se havia alguém que ainda duvidava da máxima “crise é uma oportunidade”, este alguém perdeu a dúvida com a Automec 2009. Se o que mais pesou negativamente este ano foi a ausência de grandes multinacionais (como as sistemistas Delphi, Magneti-Marelli e TRW, em função da redução de gastos imposta pelas matrizes), a sorte foi das pequenas empresas nacionais. "Acho lamentável que a maioria das empresas multinacionais deixaram de participar da feira. Até porque, certamente, uma parte do faturamento dessas empresas foi remetida para o exterior", alfinetou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, durante a solenidade de abertura oficial da mostra. "A Automec é nossa maior estrela, mas ficou realmente um pouco apagada pela ausência de algumas multinacionais", fez coro Paulo Butori, do Sindipeças.
Mas, falando a verdade: ninguém no mercado reclamou ou, pelo menos, nenhum player sério. “Eles não vieram? Sorte nossa”, disse um fabricante brasileiro que tem como concorrentes duas multinacionais de peso (ausentes na feira) e que pediu para não ser identificado. “Sabe como é, nós não queremos o azar de ninguém, mas se ele vem...”, completou o “sortudo” fabricante. O comércio varejista é um dos poucos a comemorar. As vendas no chamado aftermarket cresceram 5% até março e a projeção é de que o percentual se mantenha ao longo do ano, amparado pela desvalorização dos carros usados -- que dificulta a troca por modelos zero-quilômetro. "Numa análise geral, o impacto positivo é parcialmente pequeno se levarmos em consideração a existência de novos canais de vendas, como os supermercados", relativiza Francisco Wagner de la Torre, presidente do Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos). O setor de reparação é outro que tem avançado com a queda nas vendas de carros novos. "A quantidade de carros nas oficinas se intensificou desde o fim de 2008. Mas a inspeção veicular também fez aumentar os negócios", aponta Antônio Fiola, presidente do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos de São Paulo). Num tempo de incertezas como o atual, cada sopro de otimismo tem um valor especial.Por tudo isso, vale dizer: hoje, o mercado está aberto, e a sorte favorece os audazes! |
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